Eastbound and Down – 1a temporada
Depois de um post do Gustavo sobre gostosas, um sobre esse cara bonito aí de cima. Não precisam agradecer, garotas.
Para quem não sabe, esse cara aí é o Kenny Powers (Danny McBride), protagonista da série Eastbound and Down da HBO. Ele já foi foda. Campeão da Major League Baseball, adorado pelos fãs, um astro a caminho de se tornar uma lenda. Seu arremesso de 100 milhas por hora, praticamente imbatível e nas palavras do próprio Powers, “Everyone wanted a piece of my shit”.
Então as coisas mudaram. O abuso de drogas, gasto sem controle de dinheiro e a vida desregrada se refletem no jogo (o arremesso agora só chega a pouco mais de 60 milhas por hora). O antes poderoso Powers agora se encontra vivendo na casa do irmão junto com a cunhada e os três sobrinhos, a ex-namorada é noiva do diretor da escola em que ele dá ‘aulas’ de educação física e sem boas perspectivas.
O divertido é ver Powers tentando se reestabelecer no mundo do baseball e reorganizar a vida. Com um problema: Powers tem a arrogância de um campeão, mas só. Ele está cego com a ideia de que ainda tem a mesma força e potência de antes enquanto as pessoas ao seu redor, com raras exceções, não enxergam nada mais do que um fracassado. Então ele vai tentar de tudo: ser garoto propaganda, vender coisas do seu tempo de jogador de baseball (pelo preço que ele acha que as pessoas deveriam pagar) e, quando as coisas estiverem difíceis demais, andar de jet ski para relaxar (e jogar gente na água).
A série também não tem medo de caminhar por estradas um pouco menos cômicas. Algumas vezes a realidade vem à tona e Powers sofre, quebra coisas, fica deprimido como qualquer um quando tudo parece desmoronar ao redor. Ele ainda ouve as fitas K7 de auto ajuda narradas por ele mesmo (You’re fucking out, I’m fucking in) que soam mais odes ao Kenny Powers bem sucedido do que algo com a intenção de oferecer conforto e ajuda aos outros.
E tem nudez gratuita se tudo que eu disse antes não te convenceu.
São apenas seis episódios na primeira temporada o que dá quase três horas no total então tempo nem é desculpa. A segunda foi aprovada no ano passado, mas ainda não foi ao ar e até onde sei nem gravada foi. Só nos resta esperar para a segunda parte da história do mito Kenny Powers.
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